|

O Espetáculo
Há uma espécie de razão ‘não comentada’, ou uma
espécie de diferenciação anacrônica exacerbada, entre aquilo que é
divino e o que é
terreno. Contudo, as ocorrências das coisas que acontecem no mundo ou na
esfera celeste muitas vezes independem da nossa vontade e nem sempre tem
uma explicação lógica ou plausível sobre fatos que nos entorpecem no
alvorecer diário. E este é exatamente o fio condutor deste espetáculo.
A necessidade de se “crer em algo” é visível, mesmo naquele que não
acredita! Posto que para deixar de acreditar, ou simplesmente “não crer”
é necessário crer que não é preciso! Num mundo de tantas dúvidas e tantas
questões, nada melhor do que discutir, com bom humor, sobre a arte de se
crer em anjos, numa força suprema, que viver vale a pena, no amor, numa
ideologia, ou nele próprio, o ser humano! Mesmo por que crer em alguma
dessas coisas é uma necessidade inerente à cada um de nós,
independente de idade, cor, sexo, credo, ideologia ou
opinião.
Longe de entrar numa esfera didática, conversiva ou religiosa, os anjos
aqui prostrados querem apenas aparecer em sua forma mais lógica: A mais
próxima da realidade do nosso povo, nos nossos dias. Todos temos ou
somos anjos e todos temos ou somos demônios. Isso apenas vai da natureza
cultivada ou escolhida por cada um. E o trabalho desses anjos que querem
se mostrar aqui é um só: Mostrar-se exatamente como são, sem quaisquer
propósitos lecionais nem qualquer demagogia. E é exatamente isso que faz
a peça entrar na esfera da necessidade desses nossos dias.
“Anjos, Uma Espécie de Razão não Comentada”, remonta
a vida de Michael, um homem solitário e dono
de uma estória de vida
conflitante. Do menino ao adolescente, homem, mendigo e milionário, a
“odisséia tragicômica” é apresentada. Desabrochando os amores, as dores
e os horrores deste homem de maneira bastante simples, autêntica e, por vezes,
reacionária, o público é convidado a partilhar de um
|
NOTÍCIAS E
ATUALIZAÇÕES |
|
|
|
FEED ANJOS
|
grande flash-back sinestésico pelos acasos de sua
trajetória.
Processo de
Criação
O processo de criação do espetáculo surgiu da busca
por um endroit insolite (lugar incomum) para colocar em cena, de
maneira simples e verdadeira, todo o drama e a tragédia de uma pessoa, à
princípio, comum. Temáticas como a fragilidade das certezas e a
constante procura por saídas e respostas estão presentes em todo o
percurso da montagem.
Apesar do tema absurdamente dramático, “Anjos ,Uma
Espécie de Razão não Comentada” é uma comédia extremamente intrigante e,
deveras, diferente. Tudo que não se quer, com a história de um homem
exatamente igual a tantos outros encontrados nessa vida, é ser comum.
Este traço é aparente, inclusive, na própria encenação da peça que
talvez transite por lugares nunca antes sugeridos noutras linhas
dramatúrgicas. Tratar a realidade dos nossos tempos e dos nossos dias
tal como ela é, ligando-a a uma causa justa (para as vias celestiais ou
modestamente terrenas) não é tarefa fácil, ainda mais em se tratando de
abordar tal assunto com humor.
CONTATO COM A PRODUÇÃO
producao@oscarcalixto.com.br
Jaqueline Botosso, Seani Soares e Oscar Calixto
|