Talvez (eu disse TAL-VEZ) haja alguma esperança para um futuro "menos nocivo" dessas #redessociais para todos nós.
Quem assistiu ao espetaculo Limítrofe, que cumpriu duas temporadas no Rio e duas aprensentações em #Niterói, percebeu que bati com força nas redes sociais, dedicando 1 solilóquio de 1 lauda quase inteira às questões de influência das redes socias nas nossas relações interpessoais contemporâneas; lincando a contribuição disso com o aumento dos números de casos de suicídio e com outras mazelas. Muitas perguntas feitas e reflexões foram enfim promovidas pela boca do personagem #Paschoal - interpretado pelo meu irmão de vida Raphael Naajan.
Tenho estudado o assunto desde 2012 e jamais imaginei que as redes sociais pudessem ser uma das principais vilãs dessa história da saúde mental da população.
Na peça, considero esse solilóquio principal trecho do espetáculo, porque é aí que mora grande parte dos nossos problemas.
As redes sociais realmente conduzem o inconsciente coletivo a tratar suas relações interpessoais como quem simplesmente clica num botão de "seguir" ou "parar de seguir" e criam ainda (inconscientemente) uma busca incessante por "validação", além de constante atenção completamente voltada à "comparação" com a vida do outro - que nem sempre é exatamente o que se apresenta. Normalmlente é só uma "exibição" constante de um estado de espírito que, ao invés de estar sendo vivenciado, está majoritariamente sendo planejado e postado no feed.
Esse "curti" ou "não curti", esse "próximo ítem", "próxima foto", "próximo reel ou post" oferecido pelos feeds, liquefazem o tempo de maturação que o pensamento crítico necessita para chegarmos a uma conclusão mais conscienciosa sobre determinado assunto ou pensamento.
Inconscientemente, isso faz com que "feederizemos" a própria vida em busca de uma "validação da ideia" (equivocada ou não) que sim, o algorítimo vai te fazer o "favor" de te oferecer mais daquilo que você quer se você simplesmente "curtir" algo que compactue com o que você quer que seja validado para não ter que "elaborar" e não se sentir "culpado(a)" sobre algo mais "radical" ou "equivocado" e que precisa de uma revisão pessoal do seu "modus operandi" na vida.
Se você ainda não percebeu que você não controla as suas redes sociais, mas é controlado(a) por elas, está na hora de entender esse lugar porque ele é #real e #existe!
Uma alternativa um pouco menos "degradante" que o #instagram e os seus lastimáveis #algorítimos, que numa espécie de "terrorismo psicológico" ficam empurrando no inconsciente coletivo a falsa necessidade de consumir mais e mais conteúdo/produto em que o cidadão clicou uma única vez para ver/entender do que se trata, são as chamadas redes descentralizadas.
Nas centralizadas, o algorítimo é quem manda e quem acaba obedecendo é você!
Já percebeu que, muitas vezes, se você simplesmente curtir um produto/conteúdo na rede isso é o suficiente para ela te bombardear com mais do mesmo a cada minuto e em todos os lugares que estiverem lincados com essa rede? Pois é! Até no seu e-mail vai chegar algo daquilo que você curtiu. Isso é a ação abusiva, agressiva e estapafúrdia do algorítimo.
Agora você consegue imaginar o desastre que isso pode ser se o que o algorítimo fornecer for mais conteúdo de ideias equivocadas na rede? Mais do mesmo? Mais do radicalismo de algumas deliberações políticas extremistas, por exemplo? Ou até mesmo de ideações limítrofes de grupos radicais maximalistas?
Uma ideia de combate contra a centralização das informações, a venda de dados e a diminuição da ação dos algorítimos são justamente as redes descentralizadas, onde você tem mais controle e está mais "livre" de algorítimos.
O instagram recentenente criou as "central da família" para tentar tapar o desfiladeiro de sua própria irrespinsabilidade com conteúdos perigosos na rede, dando uma de Pilatos e transferindo assim a responsabilidade do controle disso para os pais. Esses, por sua vez, também adoecidos, consomem mais e mais do que tem "interesse" e que é "gentilmente oferecido" pelo próprio aplicativo debaixo do trabalho sujo e profícuo dos seus psicóticos algorítimos.
A verdade é que isso é como "maquiar a jaboticabeira" para que ela pareça um jacarandá! Não é suficiente essa "transferência de respondabilidade Edipiana" que o instagram faz para tentar levantar o cartaz de "boa moça das redes sociais". A rede, inclusive, está sendo processada em vários lugares do mundo pelos malefícios que tem feito à saúde mental tanto de adultos quanto de jovens e adolescentes principalmente e alguns países já impuseram pedidos de modificações na sua estrutura "viciante" e "manipuladora".
Num papo recente com um amigo psicólogo, que também assistiu #Limítrofe, nós levantamos várias hipóteses sobre como poderíamos (todos nós) diminuir, ao menos um pouco, os prejuízos psíquicos velados e inconscientes causados pelas redes sociais; prejuízos estes que acabam elevando/influenciando/contribuindo para o aumento dos índices de suicídio e de patologias psíquicas no final das contas - índices apontados com números assustadores e cada vez mais elevados pela Organização Mundial da Saúde - OMS nos últimos anos.
Cocluímos que, por serem livres dessa "influência direta dos algorítimos", as redes descentralizadas seriam, talvez, um pouco menos nocivas.
Quando o #Twitter (Hoje o #X do caráter do #ElonMusk) começou a ficar tóxico, eu particularmente migrei para o #Bluesky, na tentativa de sair do controle da #Meta, obviamente. Porém, TODO MUNDO, preferiu mudar para um novo app da mesma empresa que mete o trabalho agressivo do algorítimo em tudo!
Lá, no Bluesky, até que tem dado um pouco certo, pra mim. Recriei os feeds personalizados/listas que eu tinha no twitter sobre #Teatro, #cinema, #notícias e etc. - Isso era, particularmente, o que eu gostava de fazer no finado twitter: Poder escolher o feed que eu queria ler naquele momento.
No Bluesky, era possível fazer o mesmo, então, recomecei lá. Além da vantagem de ele deixar que eu controlasse os meus próprios dados pessoais e evitasse a cópia #fake do meu perfil com da implantação do meu próprio domínio como #handly - o "@doseunome".
Até aqui o ambiente me parece seguro, livre de propagandas, livre de algorítimos e com bastante liberdade para fazer a coisa ser do meu modo e não do modo que a rede quer que eu consuma, haja ou alcance.
O Microblogging foi resolvido, mas do instagram eu não tinha como correr ainda. Agoooora tenho! Eu não sabia, mas meu amigo me falou de uma alternativa ao instagram que, pasmem, é #MADEINBRASIL e ninguém sabe ainda.
Numa reflexão sobre "dos males o menor" ele suscitou que nós brasileiros nem sabemos da existência do #Pinkleap - um app que é uma réplica perfeita do próprio instagram, mas que é livre dos algorítimos e que também não detém os seus dados sob controle, já que é uma mera #interface foto e videográfica diretamente ligada ao #Bluesky.
Por ser de código aberto e considerada uma #redefederada, tanto o controle dos dados, quanto dos #feeds pode ser inteiramente seu - o que já reduz um pouco o impacto terrorista, abusivo e descontrolado dos algorítimos, que fornecem sempre "mais daquilo que você deseja" (nem na vida concreta as coisas são assim, não é verdade? Então pra que fornecer isso ao inconsciente coletivo? Qual objetivo? Vender qualquer coisa às custas de uma violenta repetição maciça?).
Além desse #appbrasileiro, existe ainda o #Flashes, que está sendo desenvolvido pelo próprio #Bluesky para rivalizar com o nosso "terrorista de estimação".
Para quem infelizmente ainda precisa desses canais sociais para manter contato com seu público e/ou para divulgar seu trabalho e/ou facilitar o acessso de contratantes, eis aí soluções um pouco menos nocivas e que já estão fazendo frente ao comando inadequado, descontrolado e abusivo dos algorítimos do facebook e do instagram.
Para além de procurar algo menos determinante no ambiente digital, fica a proposta de que é necessário que criemos mais "espaços de contemplação da vida" como diria o Byung-Chul Han em seu famoso livro "Sociedade do Cansaço".
Para isso, muito mais que de uma rede social menos tóxica ou nociva (todas são em algum grau), o que você realmente precisa fazer é "desligar o seu celular em alguns momentos" e ir tomar um banho de sol, de mar ou de chuva mesmo; colocar os pés na areia; ir jogar futebol com seu filho na praia; ajudar sua filha com a casinha de bonecas dela; passear no parque com sua esposa; fazer um programa diferente; ir conhecer um lugar novo com a sua família.
Isso vale muito mais que o tempo de vida que todos nós perdemos em todas essas redes sociais.
Vou deixar aqui os links das alternativas de natureza "descentralizada" ao instagram que citei logo no início desse post (para quem quer ou precisa ter algo "menos nocivo").
Segue:
1. Pinkleap (Instagram descentralizado - ligado ao Bluesky, Mastodon, Pixelfed ou Att protocol): https://pinkleap.app/
2. Flashes (Instagram descentralizado - ligado unicamente ao Bluesky): https://app.flashes.blue/
3. Bluesky (Twitter descentralizado - A Threads também seria, mas é da Meta, né? E advinha... Pra ter o Threads, você tem que ter o instagram! -o que te faz não se libertar dele nunca): https://bsky.app
4. Friendica (Um facebook descentralizado): https://friendi.ca/
PS: Se a Meta não me derrubar ou não me expulsar daqui de vez por causa da verdade que explano aqui, isso vai chegar até você. Se não chegar, este foi o meu Adeus ao #Facebook e derivados dessa franquia do desespero!
Esse texto é uma mera tentativa de mudar um pouquinho o meu quintal, né? É um pouquinho só, mas... Vai que, de pouquinho em pouquinho, a gente não consegue se libertar desse circuito tóxico dos algorítimos descompensados da Meta, né?
Beijos na alma e uma boa semana cheia de metas na sua vida, mas com menos #Meta na palma da sua mão!
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